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Engenharia Automotiva


Tempo de leitura: 7 minutos.

Da concepção e montagem até o testes de verificação da qualidade final, o engenheiro automotivo está presente em todas as etapas da fabricação de carros, motos, ônibus e caminhões.

Automóveis, peças e sistemas automotivos fazem parte do dia a dia desse profissional, que aplica seus conhecimentos científicos e tecnológicos para a criação e a melhoria de veículos de todo tipo.


O que faz um engenheiro automotivo

O engenheiro automotivo – ou engenheiro automobilístico – é responsável por planejar, projetar, construir e realizar a manutenção de automóveis e de seus componentes e sistemas. Atua também na elaboração dos processos de fabricação de veículos e autopeças, levando em consideração sua eficácia e viabilidade econômica.

Além de desenvolver novos produtos e processos, trabalha na atualização de automóveis, revisando as linhas atuais e passadas, identificando problemas e limitações e propondo soluções que serão aplicadas no lançamento de novas linhas. E pode ir além dos carros, trabalhando com ônibus, caminhões, motocicletas e até mesmo com veículos para uso na indústria e agricultura.

Deve estar sempre atento a fatores como a segurança do condutor e do meio ambiente. Faz parte de sua rotina a análise dos testes de qualidade e segurança e pode ser responsável também por toda a verificação e ajustes da documentação técnica dos veículos.

Atividades do Profissional

Projetos relacionados a sistemas de segurança, como cintos de segurança e airbags, com análise de resistência de materiais, testes e simulações.

Estudos de consumo de combustível e emissão de poluentes, considerando as normas ambientais.

Estudos de dirigibilidade e desempenho, que envolvem temas como peso, tração, pneumática, suspensão, aceleração, frenagem e estabilidade.

Análise de sistemas de refrigeração e aquecimento, bem como outros sistemas relacionados à ergonomia e ao conforto.

Cálculo de itens como quantidade de material e recursos técnicos a serem utilizados, sempre levando em conta a viabilidade de produção, tanto econômica quanto ambiental.

Outra área que atrai o interesse de muitos jovens para a Engenharia Automotiva é o automobilismo. A modalidade mais famosa é a Fórmula 1, mas existem por todo o país e pelo mundo inúmeras categorias de automobilismo que mantêm equipes, promovem competições e criam em torno delas todo um universo que necessita de equipes multidisciplinares de profissionais para poder funcionar.

O mercado de trabalho

O mercado para esse profissional se aquece conforme o número de montadoras e da frota de veículos no país. Os fabricantes precisam, ano a ano, apresentar inovações e incorporar novas tecnologias.

Principais empregadores

  • Fábricas e montadoras de veículos

  • Equipes de competição automobilística

  • Serviços técnicos de importadoras de veículos

  • Serviços técnicos de representantes de equipamentos para o setor

  • Como autônomo, prestando consultoria para empresas automobilísticas

  • Empresas de inspeção, homologação e legislação automóvel

  • Empresas de transporte, para a melhoria e inovação das frotas

  • Formador de mão-de-obra especializada para serviços técnicos

  • Indústria de autopeças

Apesar do bom mercado e da ampla possibilidade de trabalho, cada vaga é muito concorrida. Não há informação sobre o número exato de engenheiros automotivos existentes no país, mas, consultando o site do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (CONFEA), vemos que há quase 275 mil engenheiros cadastrados na modalidade de Engenharia Mecânica, que é a que mais se aproxima da Engenharia Automotiva.

Salário

O salário do engenheiro automotivo pode ser considerado elevado para a média brasileira. É um cargo de alta especialização e procurado, em geral, por empresas de grande porte. Além do porte da empresa, outros fatores de variação salarial são a região do país e o tempo de experiência profissional.

O Site Nacional de Empregos (SINE) mostra que um profissional recém-formado, trabalhando em uma empresa de pequeno porte, recebe cerca de R$ 3.563 mensais. Se o profissional recém-formado trabalhar em uma empresa de grande porte, seus ganhos saltam para cerca de R$ 6.000.

Com o tempo de experiência, o salário sobe bastante. Um engenheiro automotivo com mais de oito anos de mercado ganha cerca de R$ 8.700 em uma empresa pequena e beira R$ 15.000, caso trabalhe em uma grande empresa.

Como se tornar um engenheiro automotivo

Para trabalhar com Engenharia Automotiva é necessário um curso superior. Existe a opção do curso de tecnologia em Sistemas Automotivos (também pode ser chamado de Eletrônica Automotiva) ou então um bacharelado em Engenharia Automotiva. Uma terceira opção é fazer o bacharelado em Engenharia Mecânica e depois uma pós-graduação no ramo automotivo.

Qualquer que seja o caminho, é imprescindível verificar se a instituição está credenciada pelo Ministério da Educação (MEC), para que seu diploma tenha validade em todo o território nacional.

Os tecnólogos são cursos superiores, e um de seus requisitos obrigatórios é ter concluído o Ensino Médio. O curso de tecnólogo em Sistemas Automotivos dura cerca de três anos e a oferta é escassa no Brasil, podendo ser encontrado em instituições como o SENAI e em algumas faculdades particulares da Grande São Paulo e do Vale do Paraíba (interior de São Paulo), todos eles na modalidade presencial. A atuação do tecnólogo é mais específica – e restrita – do que a do engenheiro.

Os bacharelados também são cursos superiores e têm carga horária maior que a dos tecnólogos. Formam profissionais com uma base ampla e sólida, a partir de uma grade curricular mais abrangente. Os bacharelados em Engenharia Automotiva também não são oferecidos em muitas instituições brasileiras. Alguns dos cursos mais tradicionais são o da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e o do SENAI, todos com duração média de cinco anos e no sistema presencial.

Referência: Guia da Carreira

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