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Engenharia de Materiais


Tempo de leitura: 5 minutos.

O bacharel trabalha numa das áreas de ponta da indústria: a pesquisa de novos materiais e de novos usos industriais para os materiais já existentes. Ele faz a gestão e a supervisão de projetos e processos de produção, transformação e uso de materiais. Pesquisa resinas, plásticos, cerâmicas e ligas metálicas.

Aperfeiçoa suas propriedades e estabelece combinações que resultam em produtos inéditos e estuda novas alternativas de aplicação de materiais já conhecidos. Responsabiliza-se por todo o processo produtivo, da seleção da matéria-prima e definição dos métodos de produção ao emprego do material.

Você pode trabalhar na área de materiais com o título de engenheiro, mas também com um bacharelado em Ciência dos Materiais, ou ingressar na carreira como tecnólogo.


Áreas de Atuação

Cerâmica Criar materiais cerâmicos, avaliar suas propriedades e estudar novas utilizações para os já existentes. Controlar a qualidade da produção das peças em indústrias de materiais refratários e revestimentos cerâmicos.

Metais Desenvolver ligas metálicas e gerenciar sua produção, para garantir a qualidade do material, conforme suas propriedades e seu destino.

Polímeros Criar compostos de borracha, resinas, plásticos e acrílicos para serem empregados nos mais diversos tipos de indústria, controlando a aplicação do material de acordo com suas propriedades e o uso a que se destina.

Mercado de Trabalho

As indústrias petroquímica e siderúrgica são as que mais contratam, seguidas pela indústria de transformação de polímeros. A Petrobras precisa do graduado para fazer a manutenção de equipamentos e participar de equipes que atuam na perfuração e manutenção de poços.

O setor mais dinâmico é o da construção civil, em fábricas de cimento, vidro plano e cerâmica. Indústrias de materiais de construção também requisitam o bacharel para desenvolver produtos fabricados e vendidos por elas. A demanda dos consumidores por produtos “verdes”, menos agressivos ao ambiente, tanto no uso final, como na produção, é outro nicho desse graduado. O Brasil é o segundo maior produtor mundial de revestimentos cerâmicos, e as vendas para o exterior aquecem o mercado.

Como os demais engenheiros, o de materiais também é valorizado no setor financeiro, devido à base sólida em matemática e à capacidade de resolver problemas. O Sudeste é o maior polo empregador, com as indústrias de metalurgia, plásticos e cerâmica em São Paulo e petroquímicas no Rio de Janeiro.

Em Minas Gerais, há trabalho nos setores metalúrgico e siderúrgico na Grande Belo Horizonte e no sudeste do estado. No Sul, principalmente em Santa Catarina, predominam as fábricas de pisos, revestimentos e porcelanas. No Nordeste, destaque para as indústrias da construção civil e o polo industrial de Camaçari, na Bahia.

Curso

Após a formação básica, em algumas escolas o aluno opta por uma das três especializações: metais, cerâmicas ou polímeros. A partir daí, sobressaem as disciplinas associadas à escolha feita. Quando não há essa opção, as matérias englobam as três áreas.

Boa parte da carga horária é passada em laboratório, onde o aluno se familiariza com as propriedades e as aplicações desses materiais. Nas aulas práticas, pesquisa e cria novas ligas metálicas, compostos cerâmicos e polímeros, como borrachas, plásticos e materiais supercondutores. O estágio e o trabalho de conclusão de curso são obrigatórios.

Duração média: 5 anos.

Outros nomes: Eng. de Manufatura; Eng. de Mat. e Manufatura; Eng. de Mat. e Nanotecnologia.


Referência: Guia do Estudante

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