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Estudante brasileiro da Stanford dá dicas para aprender inglês sozinho


Aprender um novo idioma é um esforço contínuo e que exige muito foco. E, no caso de um país como o Brasil, nem todo mundo tem acesso aos meios para aprender inglês desde muito cedo — muito menos para ganhar fluência. Na hora de se preparar para um intercâmbio, ou mesmo na tentativa de alavancar o idioma estando no Brasil, há técnicas alternativas úteis para quem tem que se virar por conta própria.


O estudante maranhense Renner Leite Lucena aderiu a várias delas para acelerar o aprendizado do idioma. Estava determinado a estudar fora e, para isso, precisava de boas notas em testes padronizados, como o TOEFL. “Eu sempre fiz inglês na escola, mais focado no vestibular, mas não era suficiente para me sair bem na application”, conta ele. Em um ano de preparação para a candidatura a universidades americanas, Renner evoluiu o suficiente para se sair bem nas provas. “Eu pulei do básico-intermediário de antes para o avançado, com tudo que fazia by myself [sozinho]”, detalha ele. Combinando o curso e o esforço individual, Renner passou em universidades de prestígio nos Estados Unidos, como Stanford, onde cursa engenharia.

Confira as indicações de Renner para quem quer melhorar o inglês e aproveite para pô-las em prática.

1) Assista a séries de que você gosta, com áudio e legenda em inglês

É um jeito de transformar um momento prazeroso, de lazer, em algo que ajude no seu objetivo com o inglês. Vale selecionar aquela série da qual você já sabe de cor as falas na versão dublada e fazer a conversão, ou mesmo descobrir um filme novo que interesse. “Com o tempo, você pega o jeito e consegue entender melhor. Depois de dois meses, eu já consegui assistir sem legendas”, conta Renner. Essa também é uma dica para quem deseja se aprofundar em determinados temas ou sotaques. Vale optar, por exemplo, por uma série britânica com o “accent” carregado, ou mesmo uma que trate de medicina.

2) Aprenda novas palavras com músicas

É difícil encontrar alguém por aí que não goste de música. Para ter mais um aliado na hora de adquirir fluência, uma das alternativas é justamente optar pelas faixas no idioma. Para Renner, essa foi uma boa pedida, já que sempre teve uma relação muito próxima com a música. No caso dele, a técnica era procurar as letras na internet e, a partir daí, memorizar as palavras já aplicadas em um contexto. “As palavras que eu aprendia nas músicas entravam na minha cabeça e viravam parte do meu vocabulário. É muito diferente de aprender uma palavra procurando no dicionário”, explica o brasileiro.

3) Use bem as ferramentas online

A internet é uma ótima aliada de quem deseja ganhar fluência nos mais diversos idiomas, principalmente o inglês. Não faltam sites que ensinem regras de gramática, macetes para testes padronizados como o SAT e o IELTS, ou mesmo que corrijam automaticamente redações no idioma. Renner procurava informações que o ajudassem nos exames, além de vídeos que o ensinassem técnicas e dessem também exemplos. “Canais como o Notefull, no Youtube, eram os que eu mais assistia, porque me ajudavam na preparação para o TOEFL”, diz ele.

4) Não tenha vergonha de pedir ajuda

É hora de acionar as redes e perder a timidez para pedir ajuda. Deixe que as pessoas ao seu redor saibam da sua vontade de melhorar o inglês. Se elas também souberem o idioma, é a oportunidade perfeita: converse no idioma estrangeiro com elas, criando mais situações em que possa falar a outra língua. E, claro, peça feedback. “Eu tinha amigos na escola que tinham feito intercâmbio e curso de inglês, então chegava na cara de pau pedindo para falar com eles em inglês”, exemplifica Renner. “Também pedia para o meu professor de inglês do colégio conversar comigo nos intervalos das aulas, sempre que tivesse tempo”.

Para garantir que essa dica dê mais certo ainda, o aluno tem de deixar claro que aceita correções, mesmo que isso signifique ser interrompido. “Às vezes, o tanto de pausas pode ficar chato, mas com o tempo isso diminui e você percebe que está melhorando”.


5) Arrisque-se

Quando embarcou para Stanford, Renner não era fluente no idioma e ainda tinha dificuldade para “se expressar” em determinadas situações. “Como não tinha o inglês fluente, não conversava tanto, ficava mais calado e na minha”, conta ele. Com o tempo, ganhou mais confiança no idioma e passou a se arriscar mais.

Como ele mesmo destaca, só é possível ganhar fluência se expondo a situações diferentes no idioma. “Não tem como ir para o quarto e treinar, falando com as paredes. Você só consegue melhorar quando abre a boca e fala tudo errado”, brinca Renner. Mantendo conversas com falantes do idioma, cabe ao estudante manter o bom humor e aceitar as correções, aprendendo com os comentários. “No fim, é isso mesmo: ter cara de pau para perguntar quando não entender alguma coisa e ter leveza para tentar de novo, se falar errado”.

Por Fundação Estudar

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